O nosso filme
A maioria da população mundial, em especial, casais, costumam a ter as chamadas músicas em comum. Por exemplo: começa a tocar uma música bem brega na rádio, tipo a última do Bon Jovi ou aquela do Roberto Carlos, a mocinha junta as duas mãos em um movimento meigo e diz : "Ah! Essa é a nossa música!".
Porém, no nosso caso, não tem casal nenhum, trata-se de um trio, e não tem música brega do Betinho nenhuma, trata-se de um filme: estreiou sexta passada o sensacional "Driblando o Destino", que originalmente possui o passa-mal título de "Bend it Like Beckham" ( que tipo de gente coloca o nome de um jogador de futebol no título de uma obra cinematográfica, uma vez que não se trata de um documentário??).
Bom, mas antes de continuar a falar do filme, vamos a um leve flaskback dos fatos para o melhor entendimento: a Cá tem um pé no hinduísmo e nos costumes indianos, já chegou até a ir pra Índia e comer todas aquelas comidas cheia de pimenta na folha. Eu tenho certeza que sou uma lady inglesa, adoro aquela gente que fala com batatas e ovos na boca e acho tudo da ilha britânica lindo, desde o Ewan McGregor de kilt até os costumes da classe operária. E o nosso amigo gay... bem, ele é gay.
E daí que, bom, esse tal filme costura tudo isso de uma maneira só um pouquinho bizarra: trata-se da história de uma menina indiana (!), com uma família super conservadora e ligada ao seus costumes, que é fã do maior jogador inglês da atualidade, o David Beckham (!!), e que resolve entrar pra um time de futebol feminino (!!!), incetivada por uma amiga inglesa.

A pimentinha sexual fica por conta do técnico do time. Nada de aborígenes que berram palavrões, quebram o nariz de jornalistas e usam ternos mal cortados em campo só pra fingir que são sérios: estamos falando aqui de nada menos do que Jonathan Rhys Meyers, o andrógino de "Velvet Goldmine", um técnico novinho-gostoso-ambíguo que usa roupa de balada!! Minha gente, que pérola de filme!!

Escrito por Cris . às 16h56
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